← Voltar ao Blog

Como lidar com os sintomas digestivos da gravidez?

Azia que aparece do nada, refluxo depois de comer, intestino que trava, barriga inchada, gases que não passam. Se você está grávida e reconhece algum desses sintomas, saiba que eles são extremamente comuns e têm explicação. Não é algo que você está fazendo de errado. É o seu corpo se reorganizando para sustentar a gestação.

A progesterona, um dos hormônios centrais da gravidez, relaxa a musculatura lisa do corpo inteiro. Isso inclui o esfíncter que fica entre o esôfago e o estômago. Quando esse músculo relaxa, o ácido gástrico sobe com mais facilidade, causando azia e refluxo. A mesma progesterona desacelera os movimentos do intestino, o que torna a digestão mais lenta e favorece a prisão de ventre, o acúmulo de gases e a sensação de inchaço abdominal. Com o avançar da gestação, o útero em crescimento também pressiona o estômago e o intestino, intensificando esses desconfortos.

Algumas mudanças simples no dia a dia podem ajudar bastante. Comer em porções menores e com mais frequência reduz a sobrecarga do estômago e diminui a azia. Evitar deitar logo depois de comer (esperar pelo menos 30 minutos) ajuda a manter o ácido no lugar. Beber água ao longo do dia, fora das refeições principais, mantém a hidratação sem dilatar ainda mais o estômago durante a digestão.

Para o intestino, as fibras são grandes aliadas, mas precisam ser introduzidas aos poucos. Frutas com casca, verduras, aveia, sementes de linhaça e chia ajudam a dar volume e maciez às fezes. Aumentar as fibras sem aumentar a água pode piorar a constipação, então os dois precisam caminhar juntos. Vale também prestar atenção à suplementação de ferro: ela é necessária em muitas gestações, mas é uma causa conhecida de prisão de ventre. Se esse for o seu caso, converse com quem acompanha seu pré-natal sobre formas de minimizar esse efeito.

Esses sintomas costumam variar ao longo da gestação. Alguns aparecem com força no primeiro trimestre e melhoram, outros surgem mais no final. A boa notícia é que, na grande maioria das vezes, eles são funcionais e passageiros. Entender o que está acontecendo no seu corpo já é um primeiro passo importante para lidar com esses desconfortos com mais tranquilidade e menos culpa.

Quer acompanhamento que olhe para o corpo inteiro?

Agende sua consulta